segunda-feira, 31 de maio de 2010

Uma doença gravíssima

que pode te matar a qualquer momento: a vida.




Depois que acontecem algumas tragédias eu sempre fico tocada, e não tem como não ficar. Como diz o ditado "Para morrer basta estar vivo." E alguém aqui não concorda? Pessoas jovens, idosas, pessoas que tinham muita vida pela frente, pessoas guerreiras, pessoas queridas, amadas... E me pergunto o que faz com que de repente uma vida saia de seu curso e chegue ao fim. Hoje com algumas amigas entramos em discussão sobre esse assunto, será mesmo que foi o que Deus quis? Será que as pessoas não podem tomar decisões e tentar de alguma forma evitar que o pior aconteça? E se de repente eu só sair de casa quando tenho a total segurança de que vou também voltar com segurança? Tudo bem, muitas vezes acidentes acontecem com pessoas inocentes também. Mas e se eu tomar devidas medidas de prevenção, do tipo, usar capacete, não sair com motorista alcoolizado, não ultrapassar o limite de velocidade, pode evitar né? Muitas coisas não acontecem só porque Deus quis, somos aptos a escolher o que fazer em todas as situações, muitas vezes pecamos por irresponsabilidade, falta de instrução, ou qualquer coisa do tipo. Dói quando uma vida se perde assim como as pessoas que ficam chorando por ela, dói pensar que algo se foi pra sempre e deixará saudades, mais ainda pensar em tantas as coisas que a pessoa poderia fazer se tivesse aqui, ainda nesse mundo. Mas acontecimentos assim podem servir como lição, podem tocar as pessoas para que percebam o quanto uma vida é algo frágil, e simplesmente pode acabar, de uma hora para outra, infelizmente. Eu peço aqui e agora, cuide de sua vida, tenha responsabilidade, ame a sua vida e a do próximo, divirta-se, mas não esqueça que a vida é muito mais que isso, trabalhe, mas tenha momentos de lazer, faça tudo o que te faz feliz, mas que isso não venha a ferir os outros, ame muito, tudo e todos, seja feliz, mas vou dar um conselho e espero que ele tenha valor: a velocidade que emociona é a mesma que mata!

domingo, 30 de maio de 2010

Finais felizes.


Ontem olhando alguns filmes afirmei ainda mais a minha certeza de que neles os finais são sempre felizes, chega a ser patético. Estúpido de quem pensa que na vida também é assim, porque infelizmente é diferente. Bons mesmo são os momentos que embora não sejam eternos, são intensos e verdadeiros. Feliz de quem mesmo sabendo que tudo chega ao fim curte cada momento, pois não vale a pena viver de lembranças, mas traçar um presente maravilhoso e viver o agora, sem se importar com nada mais, afinal de contas, a vida é tão rara!

sábado, 29 de maio de 2010

Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito. (Clarice Lispector)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A vida como ela é.

Divulgo aqui em primeira mão pra vocês, a crônica que fiz pra escola e vai ser impressa em um livro logo, logo. Espero que gostem!



Depois de muito sofrer com dor de dente, fui à dentista e ela me receitou antinflamatórios e mais alguns outros remédios que deveriam vir em kit já, porque ao que me parece são sempre os mesmos. Fiquei uma semana tomando os ditos cujos, para que o leve inchaço desaparecesse do meu rosto. Depois de alguns meses de sofrimento, e de vários anos usando aparelho ortodôntico, resolvi que acabaria com essa história. Falei com a dentista que cuida do meu aparelho, ela afirmou que eu precisaria fazer tratamento de canal, ótimo. O fato é que quando fui tirar a banda (anel de metal que fica em volta do dente para segurar todo o aparelho) o dente simplesmente se quebrou, temos de concordar que ele é um ingrato mesmo, depois de 4 anos dedicados a ele e tudo que eu recebo em troca é isso, cacos? Indignação à parte. O fato é que lá se ia mais um bom tempo de trabalho. Fiz raios-X para tentar descobrir qual seria o veredicto do dentista, qual o final teria o meu dente. O que mais uma vez era uma grande dúvida. Passados já alguns dias, voltei para saber o que seria feito, e o dentista me aconselhou a conversar com a responsável por meu aparelho, para que ela me dissesse o que fazer. Pois bem, eu só não depositei toda minha raiva ali naquele momento, porque aquele belo dentista, tão simpático e protagonista de minha paixão platônica não mereceria ouvir nada a não ser elogios, afinal de contas, estava apenas fazendo o seu trabalho. Mal sabia eu que a história estava apenas no começo. Quando encontrei minha dentista para a manutenção mensal do meu aparelho, tratei de contar a ela todo o ocorrido, e ela me aconselhou a extrair o dente, pois bem, eu o faria. A secretária marcou o horário e dois dias depois lá estava eu no dentista pronta para extrair o dente que tanto me casou incomodo. Sem ter a menor idéia de como seria, entrei no consultório. Confesso que de alguma forma, o trabalho valeria a pena, pelo menos na parte em que eu estava lá, frente ao dentista que tanto admiro, e talvez não apenas profissionalmente. Dentei na cadeira e me preparei, mas porque pensar no que aconteceria se eu estava lá sendo tão bem trata? Como acontece em meus sonhos. Confesso que não me senti nenhum pouco intimidada até o momento em que vi uma enorme agulha na mão do dentista, e detalhe, aquela era só a anestesia! Tudo bem, eu só iria extrair um dente, nada que me aproximasse da morte. Foi um pouco tenso, mas eu só olhava nos olhos dele e conseguia pensar besteiras. Quando senti todo o lado direito da minha mandíbula amortecer foi estranho, e ao mesmo tempo confortante, eu não sentiria nada! Pelo menos foi o que eu pensei, mas quem diria que seria tão fácil? Eu sentia um misto de dor e pressão, pedi para o dentista aplicar mais anestesia, que ainda não era o suficiente, mas ainda doía um pouco. Ao fundo tocava baixo uma música no rádio, e eu até consigo me lembrar qual, um pagode, música bonita que poderia servir como trilha sonora de algum casal. Era estranho, mas eu pensava nisso enquanto sentia um desconforto bucal, o dentista puxava meu dente fazendo força para que ele saísse. Quando ele me mostrou o dente, eu senti um alívio, finalmente, foi o que eu pensei. Mas a raiz ainda estava lá na minha boca, e precisava ser tirada. Eu tive a infeliz idéia de olhar de novo nos olhos do meu dentista, digo, do dentista, e vi nos óculos que ele usa para a cirurgia a minha boca, meus dentes, e tremi, sangue. Eu sei que isso não parece ser muito assustador, mas eu tenho uma pequena fobia com sangue, tentei pensar em algo, mas aquela sessão de terror parecia não acabar nunca. Nas suas luvas tinham um pouco de sangue, e isso era desconfortável. Mas eu seria forte, não queria que ele pensasse que eu sou uma medrosa. Estávamos só nós dois naquela sala, e me deu vontade de segurar no braço dele, talvez assim me sentisse melhor, pensei em tantas coisas, e nem assim consegui fugir da pressão na minha boca. Em outras ocasiões eu até ficaria feliz de pensar, pressão. Como é que eu ainda conseguia pensar bobagem? O que parecia não acabar nunca finalmente chegou ao seu desejado fim, a raiz cedeu e me deixou em paz. Na hora de fazer os pontos, parecia não ser tão ruim, exceto quando via aquela linha indo e voltando da minha boca, mas ela já estava totalmente anestesiada, eu não sentia mais nada além de vontade de sair dali. Com duas certezas: a primeira, odontogia não é pra mim, não mesmo! E a segunda: aquele dentista sim, não consegue nunca cair no meu conceito, que homem forte e ao mesmo tempo dedicado e carinhoso. Ele limpou minha boca, tirou as luvas, o óculos, à máscara, e passamos para outra sala. Ele me deu uma lista de exigências, que a essa altura não requeria esforço algum de mim. A receita dos remédios, mais antinflamatórios e tudo o mais. O atestado. Marquei o horário pra tirar meus pontos alguns dias depois. E o final, por mais surreal que pudesse parecer pra mim, ele me deu um beijo de despedida. Mas que ironia da vida não? Logo hoje, que eu estava completamente anestesiada, que se me dessem um soco eu não sentiria nem cócegas. A vida é injusta mesmo, e há quem ouse me perguntar por quê. Mas podem rir, pimenta no olho do outro é refresco. Isso tem importância pra mim, embora haja controvérsias, mas nada posso fazer, é a vida como ela é!

Dia 11 (Desafio Musical):
Beeshop - Come and go

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Milhões de pessoas.


Eu ainda acredito fielmente que entre milhões de pessoas, em um mundo tão grande. Existe em algum lugar uma pessoa, uma única pessoa, cujos gostos e vontades sejam tão parecidos com os meus que me façam pensar 'Meu Deus, será minha alma gêmea?'. Embora acredite nisso, eu sei que posso sim ser feliz com uma pessoa que seja muito diferente de mim, em algumas diferenças as pessoas podem se completar, e a felicidade sim depende muitas vezes da determinação. Por anos eu pensei que encontraria a 'metade da minha laranja' e seria uma pessoa completa, mas de repente, depois de várias frustrações eu percebi que já sou completa, que cada partícula de mim excerce um enorme poder sobre minha vida, e eu posso destiná-las a fazer o que eu quizer, como bem entender. Descobri que não vou ser feliz só quando encontrar alguém, e sim a vida me trará alguém como recompensa, quando eu realmente for feliz. Comecei a aceitar as pessoas como são, julgando menos, e tentando entender seus motivos. Continuo sendo seletiva, mas não sou mais tão exigente como antes. Reforço, existe entre milhões de pessoas alguém que pode me fazer mais feliz, mas pode estar tão perto que eu não veja por egoísmo, talvez já tenha passado por minha vida e eu sequer dei chances, ou ainda esteja para chegar. Mas quer saber? Vou notar mais as pessoas, observar ao meu redor e dar chances, a mim, e aos outros!



Dia 10 (Desafio Musical):
Rolling Stones - Anydody Seen My Baby?

Mais selos.

Presentes do Rodolpho do A arte de um sorriso, que sempre lembra de mim! *.*



O que me faz sorrir no A arte de um sorriso? O fato de que o Rodolpho escreve contos como ninguém (indico). Sem contar que sempre lembra de mim *-*




Um dos selos exige a pergunta: O que é mágico para você?
E eu respondo que mágico é todo aquele momento em que passo com as pessoas que amo, mágicas são as demonstrações de amor, de afeto, preocupação. Mágico pode ser qualquer gesto que embora pareça simples, tem o dom de transformar o dia de aguém. Mágica é a vida!

Quem quizer os selos, sinta-se a vontade para pegar :D

terça-feira, 25 de maio de 2010

Viajar rejuvenesce.


Depois de viajar alguns dias, acabei por descobrir que rejuvenesce. Apesar do cansaço físico, as pessoas mudam, ficar um tempo longe de tudo, longe do que diariamente encomoda e da rotina. Ficar um tempo longe das pessoas faz-nos perceber o quanto são importantes e muitas vezes não damos o devido valor. Voltamos acreditando em outras coisas, vendo que sempre há uma segunda chance para tudo, percebemos que a vida é como vemos, pode ser bonita ou feia, alegre ou triste, mas precisamos sempre encontrar uma saída, porque existem muitas. Depois de uma boa noite de sono, acordar em casa novamente torna-se uma experiência gratificante, é confortante ter a chance de mudar, de fazer tudo que for necessário para realizar os sonhos, e viajar nos dá forças, nos divertimos, encontramos pessoas queridas e de repente, estamos de volta, prontos para que tudo possua um sentido a mais!

Dia 09 (Desafio Musical): Restart - Levo Comigo