Hoje me coloquei a pensar: - E se?
E se eu tivesse dito não?
E se eu tivesse ido por outro caminho?
E se eu tivesse estudado mais?
E se eu tivesse me dedicado inteiramente nisso?
E se nós ainda fossemos amigas?
E se nós não tivéssemos brigado?
E se eu não tivesse dito aquilo naquele momento?
E se eu tivesse usado outras palavras?
E se tivesse sido mais paciente? Mais ativa? E se?
A vida às vezes é um eterno 'e se?'. Mas no final das contas não devemos nos apegar às possibilidades que sequer aconteceram. E se tivesse sido diferente? Eu não estaria aqui hoje, não seria quem sou, não teria o que tenho. As oportunidades apareceram e eu aproveitei aquelas que acreditei que valeria a pena, e valeu. Poderia tudo ter sido diferente, mas eu não teria aprendido, vivido, sido feliz, como hoje ainda sou.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
OS RICOS-POBRES
Anos atrás escrevi sobre um apresentador de televisão que ganhava um milhão de reais por mês e que em entrevista vangloriava-se de nunca ter lido um livro na vida. Classifiquei-o imediatamente como uma pessoa pobre.
Agora leio uma declaração do publicitário Washington Olivetto em que ele fala sobre isso de forma exemplar. Ele diz que há no mundo os ricos-ricos (que têm dinheiro e têm cultura), os pobres-ricos (que não têm dinheiro, mas são agitadores intelectuais, possuem antenas que captam boas e novas idéias) e os ricos-pobres, que são a pior espécie: têm dinheiro, mas não gastam um único tostão da sua fortuna em livrarias, museus ou galerias de arte, apenas torram em futilidades e propagam a ignorância e a grosseria.
Os ricos-ricos movimentam a economia gastando em cultura, educação e viagens, e com isso propagam o que conhecem e divulgam bons hábitos. Os pobres-ricos não têm saldo invejável no banco, mas são criativos, efervescentes, abertos. A riqueza destes dois grupos está na qualidade da informação que possuem, na sua curiosidade, na inteligência que cultivam e passam adiante. São estes dois grupos que fazem com que uma nação se desenvolva. Infelizmente, são os dois grupos menos representativos da sociedade brasileira. O que temos aqui, em maior número, é o grupo que Olivetto não mencionou, os pobres-pobres, que devido ao baixíssimo poder aquisitivo e quase inexistente acesso à cultura, infelizmente não ganham, não gastam, não aprendem e não ensinam: ficam à margem, feito zumbis.
E temos os ricos-pobres, que têm o bolso cheio e poderiam ajudar a fazer deste país um lugar que mereça ser chamado de civilizado, mas que nada: eles só propagam atraso, só propagam arrogância, só propagam sua pobreza de espírito.
Exemplos?
Vou começar por uma cena que testemunhei semana passada. Estava dirigindo quando o sinal fechou. Parei atrás de um Audi preto do ano. Carrão. Dentro, um sujeito de terno e gravata que, cheio de si, não teve dúvida: abriu o vidro automático, amassou uma embalagem de cigarro vazia e a jogou pela janela no meio da rua, como se o asfalto fosse uma lixeira pública.
O Audi é só um disfarce que ele pôde comprar, no fundo é um pobretão que só tem a oferecer sua miséria existencial. Os ricos-pobres não têm verniz, não têm sensibilidade, não têm alcance para ir além do óbvio. Só tem dinheiro. Os ricos-pobres pedem no restaurante o vinho mais caro e tratam o garçom com desdém, vestem-se de Prada e sentam com as pernas abertas, viajam para Paris e não sabem quem foi Degas ou Monet, possuem tevês de plasma em todos os aposentos da casa e só assistem a programas de auditório, mandam o filho pra Disney e nunca foram a uma reunião da escola. E, claro, dirigem um Audi e jogam lixo pela janela. Uma esmolinha pra eles, pelo amor de Deus.
O Brasil tem saída se deixar de ser preconceituoso com os rico-ricos (que ganham dinheiro honestamente e sabem que ele serve não só para proporcionar conforto, mas também para promover o conhecimento) e se valorizar os pobres-ricos, que são aqueles inúmeros indivíduos que fazem malabarismo para sobreviver, mas, por outro lado, são interessados em teatro, música, cinema, literatura, moda, esportes, gastronomia, tecnologia e, principalmente, interessados nos outros seres humanos, fazendo da sua cidade um lugar desafiante e empolgante.
É este o luxo de que precisamos, porque luxo é ter recursos para melhorar o mundo que nos coube, e recurso não é só money: é atitude e informação.
(Marta Medeiros)
Agora leio uma declaração do publicitário Washington Olivetto em que ele fala sobre isso de forma exemplar. Ele diz que há no mundo os ricos-ricos (que têm dinheiro e têm cultura), os pobres-ricos (que não têm dinheiro, mas são agitadores intelectuais, possuem antenas que captam boas e novas idéias) e os ricos-pobres, que são a pior espécie: têm dinheiro, mas não gastam um único tostão da sua fortuna em livrarias, museus ou galerias de arte, apenas torram em futilidades e propagam a ignorância e a grosseria.
Os ricos-ricos movimentam a economia gastando em cultura, educação e viagens, e com isso propagam o que conhecem e divulgam bons hábitos. Os pobres-ricos não têm saldo invejável no banco, mas são criativos, efervescentes, abertos. A riqueza destes dois grupos está na qualidade da informação que possuem, na sua curiosidade, na inteligência que cultivam e passam adiante. São estes dois grupos que fazem com que uma nação se desenvolva. Infelizmente, são os dois grupos menos representativos da sociedade brasileira. O que temos aqui, em maior número, é o grupo que Olivetto não mencionou, os pobres-pobres, que devido ao baixíssimo poder aquisitivo e quase inexistente acesso à cultura, infelizmente não ganham, não gastam, não aprendem e não ensinam: ficam à margem, feito zumbis.
E temos os ricos-pobres, que têm o bolso cheio e poderiam ajudar a fazer deste país um lugar que mereça ser chamado de civilizado, mas que nada: eles só propagam atraso, só propagam arrogância, só propagam sua pobreza de espírito.
Exemplos?
Vou começar por uma cena que testemunhei semana passada. Estava dirigindo quando o sinal fechou. Parei atrás de um Audi preto do ano. Carrão. Dentro, um sujeito de terno e gravata que, cheio de si, não teve dúvida: abriu o vidro automático, amassou uma embalagem de cigarro vazia e a jogou pela janela no meio da rua, como se o asfalto fosse uma lixeira pública.
O Audi é só um disfarce que ele pôde comprar, no fundo é um pobretão que só tem a oferecer sua miséria existencial. Os ricos-pobres não têm verniz, não têm sensibilidade, não têm alcance para ir além do óbvio. Só tem dinheiro. Os ricos-pobres pedem no restaurante o vinho mais caro e tratam o garçom com desdém, vestem-se de Prada e sentam com as pernas abertas, viajam para Paris e não sabem quem foi Degas ou Monet, possuem tevês de plasma em todos os aposentos da casa e só assistem a programas de auditório, mandam o filho pra Disney e nunca foram a uma reunião da escola. E, claro, dirigem um Audi e jogam lixo pela janela. Uma esmolinha pra eles, pelo amor de Deus.
O Brasil tem saída se deixar de ser preconceituoso com os rico-ricos (que ganham dinheiro honestamente e sabem que ele serve não só para proporcionar conforto, mas também para promover o conhecimento) e se valorizar os pobres-ricos, que são aqueles inúmeros indivíduos que fazem malabarismo para sobreviver, mas, por outro lado, são interessados em teatro, música, cinema, literatura, moda, esportes, gastronomia, tecnologia e, principalmente, interessados nos outros seres humanos, fazendo da sua cidade um lugar desafiante e empolgante.
É este o luxo de que precisamos, porque luxo é ter recursos para melhorar o mundo que nos coube, e recurso não é só money: é atitude e informação.
(Marta Medeiros)
segunda-feira, 18 de julho de 2011

Esse amor é maior que tudo, me faz viver, crescer, me faz feliz dia após dia. Eu não sei como pude viver sem ele, agora entendo o que é a felicidade, como é bom sentir-se completa sabendo que tudo faz sentido.
Quando entreguei minha vida a Deus não entendia a imensidão do seu poder, e agora sei que tudo o que foi operado pelas mãos Dele foi para o melhor, foi pensando em realizar os planos Seus na minha vida. Queria aqui dar meu testemunho, dizendo que eu não era ninguém e pude sentir de todas as formas o poder de Deus agindo em minha vida, faz quase um ano que só tenho vivido segundo a vontade Dele, e essa é a maior experiência que já me aconteceu. Ele transformou-me como a sua vontade, moldou-me e me fez melhor, me fez segundo a sua vontade, e nada que eu fizer será o bastante para retribuir o que o Senhor tem feito por mim, mas ainda assim eu tentarei, de todo o meu ser e com todas as minhas forças. Pois minha vida é Dele, e a usarei para servi-lo.
"Sonda-me, quebranta-me, transforma-me, enche-me, e usa-me... Senhor!"
sexta-feira, 15 de julho de 2011
O que é ser professor?
Sempre que alguém me fizer essa pergunta lembrarei-me do meu estágio, esse que concluo hoje. Ser professor é muito mais do que dar aulas, mais do que lecionar. Quem é professor sabe o que esse cargo exige, sabe que não basta seguir de acordo com o plano de estudos, ensinar o que é pedido. Só quem está ali dentro da sala de aula sabe do que os alunos precisam, entende que pode ser necessário fugir um pouco da proposta para o bem de todos, ensinar coisas que fazem parte de outra série, mas que os alunos ainda não dominam. Nem tudo é o que parece, a educação tem uma longa jornada até se tornar o que esperamos dela. O professor tem de ser pai, mãe, psicólogo, enfermeiro, se redobrar em vários para ser o que esperam, e muitas vezes, ainda assim, seu esforço não é reconhecido.
Mas afinal de contas, o que é ser reconhecido? Não adianta esperar que te agradeçam, que te tragam flores, quando muitas vezes todo o esforço é pouco para quem espera que você seja perfeito. O reconhecimento que eu esperava ter, eu recebi, sim. Quando olhei nos olhos daquelas crianças e percebi que queriam que eu ficasse lá, não queriam que eu partisse assim, e eu também senti que eu poderia fazer muito mais por eles, porque me tornei professora ao longo dessa jornada que cumpri. Os desafios foram inúmeros, mas agradeço porque graças a eles eu cresci como pessoa, me tornei mais humana reconhecendo que ninguém é perfeito em nada, conheci as pessoas entendendo que muitas vezes são vítimas da própria história, achando que estagiária é uma substituta, de fato, ninguém é insubstituível, mas ninguém é igual. Sendo assim, a participação de todos é necessária para se construir uma escola melhor, se não fosse assim apenas um professor poderia tomar conta da escola e tudo bem. Se cada um fechar os olhos diante do seu papel nada será feito. É preciso muitas vezes fazer além, ver que a satisfação pessoal nos faz feliz, e que quando os outros não reconhecem nosso trabalho, precisamos nós, fazer o melhor para nos sentir orgulhosos de ser quem somos.
Dessa forma, só tenho a agradecer a todos que me proporcionaram a oportunidade de crescer, porque hoje me considero uma professora capaz de aprender com os erros, e entender que tudo pode ser feito com força de vontade. Você pode, ou não obter êxito com o que faz, depende da sua própria visão dos acontecimentos. Obrigada a todos que me acompanharam, que me ajudaram ou não, tornando-me quem sou agora. Lembrarei de cada um percebendo que essa experiência foi a mais intensa e verdadeira que já vivi, e venci. Como diz Martha Medeiros: 'O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia.' E disso, caros colegas, eu não tenho do que reclamar! Sentirei saudades.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Minha Força vem de Deus!

Não me peça para parar de caminhar.
Porque a estrada parece não ter fim,
E obstáculos surgem o tempo todo para dificultar.
Não insista em dizer que não dou conta,
Porque a força não é minha, vem de Deus.
E quem dele herdou uma promessa, Vitorioso já é.
Por mais que as circunstâncias digam não,
E diante de mim portas se fechem,
Batendo sei que uma abrirá.
Se insistir não tardará,
É Deus que tem a chave em suas mãos!
segunda-feira, 11 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011

O que me resta é agradecer a Deus todos os dias por você ter surgido na minha vida e dado a ela um sentido que eu nunca imaginaria que pudesse existir. Me sinto cada dia mais completa por tudo o que sou, por quem me tornei ao seu lado. Você é mais que um namorado, mais que minha alma gêmea, não só o amor da minha vida, mas da minha existência, não há palavras que possam definir esse amor. Acho que só Deus mesmo é que entende esse sentimento, amar alguém incondicionalmente, todos os dias, a cada minuto que passa. Sempre que te vejo sinto um frio na barriga que parece ser a primeira vez que te vejo, não consigo controlar o sorriso que escapa no rosto, transparecendo a alegria que a alma sente. Vamos casar, ter filhos, construir uma família, os planos de Deus para a nossa vida são muito maiores que os nossos, ele nunca nos abandona. Minha maior alegria é ter você, porque sei que poderia ser muito diferente, mas graças ao Pai tive forças para vencer os obstáculos e estar aqui você. Obrigada, meu perfeito!
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